PROGRAMA BILÍNGUE CEL.LEP

O programa bilíngue do Cel.Lep implica em utilizar o nosso conhecimento na área de ensino do idioma há mais de 52 anos. O nosso objetivo, é levar para a grade curricular das escolas regulares, a mesma metodologia que usamos nas nossas aulas extracurriculares, respeitando as particularidades de cada escola regular.

Quando falamos sobre isso, muitas dúvidas e questionamentos aparecem, então vou responder algumas perguntas pertinentes e que muitos acabam não tendo conhecimento.

O que é um programa bilíngue?

Um programa bilíngue, diferente de uma escola bilíngue, se caracteriza em um programa com uma carga horária maior do que a estipulada pelo o MEC/LDB (L9396/96). Até então, antes de 2020, o ensino da língua inglesa não era obrigatório nas escolas regulares. Era obrigatório o ensino de alguma língua estrangeira, mas não necessariamente da língua inglesa. Com a nova BNCC - Base Nacional Comum Curricular, que direciona o currículo das escolas no nosso país, a partir do ano de 2020 (baseado na BNCC de 2017), todas as escolas do Brasil, tanto públicas quanto particulares, devem oferecer o ensino da língua inglesa na sua grade. Para o fundamental 1 – 1 aula por semana, para o Fundamental 2 e Ensino Médio – 2 aulas por semana (que pode variar de 45, 50 ou até 60 minutos de aula, dependendo da realidade de cada escola).

Vale ressaltar que a Base abrange um currículo mínimo com novas competências e habilidades que deverão ser trabalhadas com cada segmento.

As escolas, mesmo com uma base mínima, podem e devem trabalhar com a sua própria realidade, adequando esse currículo da forma que acharem pertinente, mas sempre tendo a BNCC como padrão.

O segmento infantil não apresenta a obrigatoriedade do ensino do idioma, então as escolas podem decidir a carga horário que desejam oferecer, mas devem respeitar a Base referente ao segmento, levando em consideração as habilidades e competências estipuladas para a educação básica.

Quando a escola oferece uma carga horária acima dessa carga mínima mencionada (1 hora fundamental 1 e 2 horas fundamental 2/ Médio), usamos o termo "sistema" ou até mesmo "programa" bilíngue. Isso é importante sempre ter em mente, pois o Piaget não é um colégio bilíngue (onde TODAS as matérias são ministradas em um segundo idioma), mas uma escola que oferece um programa/sistema bilíngue, com uma carga de aulas de inglês acima do mínimo.

Isso faz diferença enquanto a expectativa do nível de inglês que os alunos podem atingir com um programa bilíngue.

Qual é o papel do Cel.Lep na escola parceira?

Com essa nova realidade trazida pela nova BNCC, com o intuito de alinhar/normatizar a educação em todo território nacional, e trazendo novas competências no ensino da língua (antes, não existia uma obrigatoriedade do que deveria ser ensinado nas aulas de línguas), veio a necessidade de se desenvolver novas competências e habilidades nas aulas da língua inglesa.

Antes, o foco era gramática e interpretação de textos, hoje as competências exigidas para as aulas são competências que desenvolvam o pensamento crítico dos alunos, usando o idioma como um canal de informação e conhecimento. Hoje, com a nova base, não usamos mais o termo 'aulas de inglês', mas aulas EM inglês, onde o objetivo é fazer o aluno vivenciar o idioma, desenvolvendo além das habilidades de escrita e leitura, as habilidades de compreensão e oralidade. Oralidade na verdade, é uma das competências mais importantes nessa nova forma de ensinar o idioma, afinal para desenvolvermos um idioma, precisamos dessas 4 habilidades linguísticas para podermos ser considerados falantes e conhecedores de um idioma – para podermos nos comunicar.

Com a nova Base, a ideia é que com o tempo as escolas regulares sejam responsáveis pelo ensino do idioma na sua integralidade, sem, no futuro, ser necessário que os alunos procurem escolas de inglês para desenvolver o idioma.

Vale ressaltar, que isso é uma prática comum em outros países do mundo que não possuem o inglês como primeira língua. Infelizmente, pela nossa realidade social e cultural, estamos implantando isso com anos de atraso, e este é apenas o início.

Com essa nova realidade, o Cel.Lep entra, com o seu conhecimento em ensino do idioma, auxiliando as escolas regulares, que até então, estavam acostumadas ao ensino técnico e tradicional da língua.

Quando a escola se torna parceira do Cel.Lep, não é apenas o material didático que os pais irão usar com a bandeira do Cel.Lep, mas também a nossa assessoria.

Nós auxiliamos no processo de contratação dos professores, afinal nessa nova realidade, precisamos de professores que sejam falantes da língua, pois o objetivo das aulas é que elas sejam dadas em inglês, e não na língua materna.

Também fazemos o treinamento desses professores, e observações das aulas, além de auxilio remoto ou presencial quando os professores e coordenadores precisam de ajuda para esse novo olhar do ensino do idioma e para trocas de boas práticas.

Essa é a ideia da parceria, trabalharmos juntos para que as aulas estejam alinhadas com o que acreditamos, e que as aulas estejam alinhadas ao método e às novas regras da BNCC.

Vale lembrar, que as aulas não serão do “Cel.Lep” escola de idiomas – extracurricular – mas aulas com o mesmo método, e que deve ser alinhado com a base e com a realidade da escola parceira.

Todas as aulas ofertadas são ofertadas pelo colégio, com professores contratados pelo colégio. Nós auxiliamos para que as aulas sigam o método comunicativo.

O Cel.Lep não pode intervir nas decisões e na realidade da escola parceira, ela presta a assessoria para que a escola consiga atingir objetivos claros e específicos nas aulas de inglês da grade curricular.

As aulas do Cel.Lep Solutions são iguais às aulas do Cel.Lep extracurricular?

O material que o Cel.Lep usa no extra com o material que o Cel.Lep usa no intracurricular são diferentes. Mas isso não é um problema. Isso ocorre pois, como escola extra, apenas de línguas, não temos uma lei que nos obrigada a dar um conteúdo a cada estágio, temos liberdade para fazer o nosso curso da forma que acharmos mais apropriado.

Quando entramos em um formato regular, precisamos respeitar a BNCC, mencionada acima. Ou seja, precisamos que o material seja diferente, pois ele precisa estar alinhado com as normas / currículo da BNCC. Afinal, quando a nova BNCC foi desenvolvida, a ideia é que as aulas, no Brasil inteiro, em todas as escolas do nosso território, abordem o mesmo conteúdo.

(Mas lembrando que a escola tem liberdade de ampliar esse currículo mínimo de acordo com a sua realidade - O objetivo é ter um currículo comum, mas a metodologia varia, de acordo com a escola)

Por exemplo: no 6 ano do EF2 é obrigatório que os alunos de todo nosso território, estudem o Presente Simples (Simple Present). Então, isso deve ser levado em consideração. Não significa que nosso material extra é mais fraco que o intra, ou vice e versa, mas que precisamos estar alinhados com regras estipuladas pelo nosso sistema brasileiro de ensino.

Outro ponto é que o Cel.Lep, como empresa, no extra pode oferecer o que quiser nas suas unidades, enquanto que nas escolas regulares, precisamos adaptar para a realidade no número de alunos por sala e na quantidade de aulas ofertadas, além de não ir contra às crenças do colégio parceiro.

Então, entramos na grade curricular, com nossas aulas que respeitam a Base Comum Curricular, mas usando nossa metodologia/ nosso método comunicativo que se mostra eficiente em anos de atuação no mercado.

Importante lembrar: livros diferentes para as aulas do extra e do intra curricular, mas mesmo método. No caso, livros diferentes do usado no extracurricular, mas com a mesma metodologia e também desenvolvidos pela nossa equipe pedagógica, que também é a responsável pelos materiais do extracurricular.

Como funciona a implantação? Meu filho irá sair falando em quanto tempo?

A implantação é feita a partir do momento em que as escolas nos escolhem para sermos parceiros. Fazemos o treinamento desses professores e estamos em contato constante com as escolas (coordenação e professores).

Quando um pai me questiona com relação ao tempo para o aprendizado do idioma, eu sempre respondo: não sei e não podemos afirmar.

Cada aluno aprende e desenvolve a língua no seu tempo, assim como qualquer outra matéria ofertada. Claro que faremos de tudo para que ele desenvolva o idioma, mas a transição é feita aos poucos, para que os alunos não se sintam pressionados com o novo formato das aulas (antes só em português e agora em inglês - antes só conteúdo de gramática e agora conteúdo para fazer com que esses alunos desenvolvam pensamento crítico no idioma). Não podemos esperar que um aluno desenvolva e aprenda uma língua em meses de aula...isso não existe pois estamos falando de desenvolvimento de competências que vão além do conteúdo apresentado. Requer tempo, dedicação nas atividades de casa, nos projetos e nas aulas. Todo esse conjunto, como sabido, faz parte para que o aluno desenvolva habilidades diversas. Não existe uma “receita de bolo”, nem um padrão, não se esqueçam disso.

Posso tirar o meu filho da escola de idiomas, já que agora teremos um programa bilíngue na nossa escola?

Isso vai depender do estágio e o momento de aprendizagem que esse aluno se encontra.

Eu normalmente indico que alunos do infantil e do fundamental 1 podem sim sair das escolas de idiomas. Afinal, na escola regular com o programa bilíngue, eles terão 3/4 aulas por semana, e nas aulas extras curriculares o comum é que as escolas de idiomas ofereçam 2 horas de aula na semana. E se estamos oferecendo uma metodologia que está alinhada com o que acreditamos de uma escola de idiomas, não seria um problema.

Agora, se o seu filho está no ensino médio ou no ensino fundamental 2, isso vai depender do estágio que ele está na escola de idiomas. Se o seu filho já está em um nível intermediário da língua, não é interessante que ele pare o curso, afinal, ele já possui um conhecimento acima do que será revisado e visto nas aulas. Mas se o seu filho está no básico 1 ou 2, acredito que ele não terá perdas.

Vale ressaltar que com as aulas de 5 vezes na semana, o objetivo é fazer com que os alunos saiam com o nível B2 da língua inglesa, ou seja, que os alunos sejam alunos de um nível intermediário avançado.

Mas vocês podem se perguntar...mas se ele já estuda inglês fora e já está em um nível mais avançado, porque devo pagar o programa...porque temos que pensar mais além. O seu filho estará tendo, mesmo que com revisão de conteúdo, mais exposição ao idioma na escola regular, o que vai ser de enorme valia para o desenvolvimento da língua inglesa. Quanto maior a exposição, melhor. As aulas devem ser interessantes para ambos, para os que sabem mais e para os que sabem menos...além de ser o início.

Toda mudança assusta, mas ela precisa ser feita. E a escola precisa começar em algum momento.

Acho que será extremamente produtivo essa exposição. E temos que pensar na comunidade escolar como um todo.

Com o material do Cel.Lep sendo usado nas aulas de inglês do colégio, meu filho estará apto a realizar algum exame internacional/ exame de proficiência?

Acima foi mencionado que as escolas que incluem em sua grade 5 aulas de inglês na semana, usando o nosso material, a longo prazo, conseguirá chegar ao nível B2 da língua.

Quando falamos em nível B1 estamos usando o Quadro Europeu Comum (O Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas (Common European Framework of Reference for Languages – CEFR)) é um padrão internacionalmente reconhecido para descrever a proficiência em um idioma.

É uma forma de descrever quão bem você fala e entende uma língua estrangeira, que divide o conhecimento dos alunos em três categorias e com duas subdivisões:

A - Básico

A1
Iniciante

É capaz de compreender e usar expressões familiares e cotidianas, assim como enunciados muito simples, que visam satisfazer necessidades concretas. Pode apresentar-se e apresentar outros e é capaz de fazer perguntas e dar respostas sobre aspectos pessoais como, por exemplo, o local onde vive, as pessoas que conhece e as coisas que tem. Pode comunicar de modo simples, se o interlocutor falar lenta e distintamente e se mostrar cooperante.

A2
Básico

É capaz de compreender frases isoladas e expressões frequentes relacionadas com áreas de prioridade imediata (p. ex.: informações pessoais e familiares simples, compras, meio circundante). É capaz de comunicar em tarefas simples e em rotinas que exigem apenas uma troca de informação simples e direta sobre assuntos que lhe são familiares e habituais. Pode descrever de modo simples a sua formação, o meio circundante e, ainda, referir assuntos relacionados com necessidades imediatas.

B - Independente

B1
Intermediário

É capaz de compreender as questões principais, quando é usada uma linguagem clara e estandardizada e os assuntos lhe são familiares (temas abordados no trabalho, na escola e nos momentos de lazer, etc.). É capaz de lidar com a maioria das situações encontradas na região onde se fala a língua-alvo. É capaz de produzir um discurso simples e coerente sobre assuntos que lhe são familiares ou de interesse pessoal. Pode descrever experiências e eventos, sonhos, esperanças e ambições, bem como expor brevemente razões e justificações para uma opinião ou um projeto.

B2
Usuário Independente 

É capaz de compreender as ideias principais em textos complexos sobre assuntos concretos e abstratos, incluindo discussões técnicas na sua área de especialidade. É capaz de comunicar com certo grau de espontaneidade com falantes nativos, sem que haja tensão de parte a parte. É capaz de exprimir-se de modo claro e pormenorizado sobre uma grande variedade de temas e explicar um ponto de vista sobre um tema da atualidade, expondo as vantagens e os inconvenientes de várias possibilidades.

C - Proficiente

C1
Proficiência operativa eficaz
É capaz de compreender um vasto número de textos longos e exigentes, reconhecendo os seus significados implícitos. É capaz de se exprimir de forma fluente e espontânea sem precisar procurar muito as palavras. É capaz de usar a língua de modo flexível e eficaz para fins sociais, acadêmicos e profissionais. Pode exprimir-se sobre temas complexos, de forma clara e bem estruturada, manifestando o domínio de mecanismos de organização, de articulação e de coesão do discurso.

C2
Domínio Pleno

É capaz de compreender, sem esforço, praticamente tudo o que ouve ou lê. É capaz de resumir as informações recolhidas em diversas fontes orais e escritas, reconstruindo argumentos e fatos de um modo coerente. É capaz de se exprimir espontaneamente, de modo fluente e com exatidão, sendo capaz de distinguir finas variações de significado em situações complexas.

REFERÊNCIA: https://www.britishcouncil.org.br/quadro-comum-europeu-de-referencia-para-linguas-cefr

Esse nível é atingido baseando-se no conteúdo, no currículo, e nas habilidades que eles irão desenvolver ao longo dos anos.

O material do Cel.Lep para o intracurricular, abrange estratégias para que os alunos possam atingir e ter acesso ao conteúdo que esperamos para o nível B2 citado acima.

Para que o aluno comprove o seu conhecimento (nível B2), provas de proficiências internacionais foram desenvolvidas. Existem vários no mercado, mas os mais conhecidos são os testes de Cambridge e do TOEFL.

Cada uma com sua especificidade, mas ambas avaliam os alunos em cada nível.

O Cel.Lep é parceiro de Cambridge há anos, e somos um centro de avaliação. Porém, quando fechamos a parceria com o colégio, o colégio que decidirá se irá optar por essa aplicação do teste ou não. Além do aluno/ família.

Isso porque as provas de proficiência de Cambridge são provas feitas, elaboradas e corrigidas na Inglaterra pela própria Cambridge – com um valor pago diretamente para eles.

Apenas a aplicação é feita no Brasil, em escolas e instituições parceiras de Cambridge.

Cambridge oferece diversas provas, para diferentes níveis de conhecimento – desde o nível básico (A1/A2) ao nível mais avançado (C1/C2).

O que podemos afirmar é que com o material do Cel.Lep, os alunos deverão atingir habilidades e competências para poderem prestar esse exame, de acordo com o seu momento de aprendizagem (e de acordo com a sua preferência e necessidade – já que não é uma prova obrigatória).

Acreditem nos professores e nos profissionais que estão atuando nesse momento. E sejamos parceiros. Perguntem, conversem com o seu coordenador e diretor. Quanto mais alinhados e mais parceiros formos, mais chances de entendermos o caminho e mais tranquilo deixaremos os nossos alunos nesse novo processo.

Contem comigo sempre!

Juntos somos mais fortes,

Fernanda Nunes Redaelli
Coordenadora Pedagógica/Operações Cel.lep Educational Solutions
fernanda.redaelli@cellep.com